O Fantasma
Posso ser uma sombra
No seu caminho
Ser uma brisa passageira
Mas o que vou deixar
Ninguém deixara
Serei como um fantasma
No seu coração
Algo invisível aos seus olhos
Mas serei um tormento
Serei uma duvida
Algo que nunca teremos certeza
Se o futuro era viável
Se não houvesse guerra
Sou uma lagrima não derramada
Sou um adeus no meio da multidão
Sou como uma carta de amor
Que não foi entregue
Que ficou jogada no fundo da gaveta da alma
Perdido neste dialeto
E tudo de ruim que queremos esconder
E como um espectro eu pego...
Esta carta na gaveta
E te assombro
Com estas palavras
Até nos seus sonhos
E a noite sou mais presente
Um vulto na escuridão
Atormentando seus pensamentos
Mas estou aqui
Mesmo que não me veja
Mesmo que me evite
Mesmo exorcizado pela sua falta...
De compreensão
De percepção
De amor
Continuo aqui...
Perambulando sem correntes
Não vou te assustar...
Mas meu coração poderia
Você teve medo...
Fechou os olhos com as mãos
Não viu o obvio
Me deixou passar...
Agora você só tem os seus medos
Nada mais
Esta como sempre foi
E sente orgulho por isso
Seu famoso orgulho...
O Orgulho chamado solidão
É tudo que você tem
Eu não...
Tenho algo ferido
E sonhos nas mãos
Na boca só a saudade
Mas sigo em frente
Com minhas certezas
Fiz o que pude
Não foi o melhor
Não tive chance de mostrar
E muito menos de falar
Muitos foram os seus temores
Muitos são os seus fantasmas
Paguei em um purgatório
Que não foi meu
Mais estou em paz
Enfim meu espírito pode descansar
Muitos são os fantasmas da nossa existência
Pessoas que vão, para um lugar chamado saudade!
Este sótão muitas vezes assombrado que são nossos pensamentos passados
Neste poema uma simples analogia.
E uma certeza que ninguém deve ser assombrado por nosso passado ou pagar por algo que não foi responsável.
Lembrando aqui nada tem endereço. Curitiba
04/06/2007
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