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Xadrez...

Neste jogo
Sem palavras
Duas peças no tabuleiro

Sem razão
Um Rei Negro se defende da Rainha.Branca
Impossível haver vencedores
 
No seu lado
Não existe Rei Branco
Mudamos as regras

No lado do Rei  Negro
Apenas a fuga
Se protege, pois não tem como atacar.
 
Os Peões se foram
Cada um era um sentimento
Morreram em jogadas insanas
 
As Torres eram as proteções
Uma a uma foram caindo
Implodidas pela falta de amor

Alicerce fundamental
Que edifica a alma
E mostra a força desta palavra
 
Os Bispos
Eram os poucos momentos de razão
Era aquilo que acalmava depois da guerra

Mas nem a fé
Manteve-os vivos
Morreram pela falta de paciência
 
Então sobraram os Cavalos
Foram os que mais mataram
Muita ignorância nas suas jogadas

E com a voracidade
Acabaram com os peões
No final um destruiu o outro
 
Em tantas jogadas
Colocávamos-nos em xeque
Refletíamos em uma forma de sair 

Escapávamos por uma brecha
E mais uma vez tentávamos
Sempre havia uma possibilidade
 
O relógio sempre a favor
O tempo passava
Menos as jogadas

A Rainha já exausta
O Rei esperava
Nada mudava
 
Nem a vontade dele
O Rei vivia em uma paz
Presumida...

O Rei
Sentia falta da Rainha
Ele mais uma vez esperava
 
Um dia a Rainha ressurgiu
O Rei baixou a guarda feliz
Acreditou que seria desta vez

Fantasia boba a dele
Esperou a jogada inerte
E levou um Xeque Mate...
 
No tabuleiro agora
Apenas a saudade
E a Rainha
Absoluta...

Sem endereço...
Sem descricão... Em uma noite mal dormida...

Leonardo Dibe
13/02/2008

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